Why do I keep beating myself with a hammer? Because it feels so good when I stop.

Sábado, Novembro 07, 2009



Watching the colors change

"She's looking like a queen
But if you knew what's going on in her life
There'd be a thousand barren mothers there to talk to her
If you knew what's going on in her life
There's be two hundred troubled teenagers to sit with her
And talk to her
If you knew what's going on in her life,
Wwhat's going on in her life
There would a documentary on Radio 4"


Hoje os tempos foram errados. Saí de casa cedo demais, ficamos muito tempo à toa. Mas foi um bom dia. Eu e minha mãe, nós comemos crepe na Bibi de Copacabana, depois fomos ver a peça do Paulo José sobre a Ana Cristina César no Oi Futuro de Ipanema, que acaou de ser inaugurado. Peça linda.

Encontrei o professor de literatura inglesa I. Lá dentro, éramos cadeiras coladas, quais eram as chances?

Aí o metrô. A porta ameaçou que ia fechar, mas abriu novamente por completo. Entrei, mas a porta fechou muito rápido e me prendeu. Cabeça, perna e braços esquerdos pra fora, perna e braço direitos pra dentro. Puxei, puxei. O segurança já vinha correndo me salvar. Consegui puxar tudo pra fora, menos o dedo mindinho. O metrô andou e meu dedo mindinho se arrastou pra fora do vagão, deixando escorregar pra dentro dele o anel de prata que usava há nove anos.

Mais tarde, no Nova América, esperando táxi, fila grande. Um táxi que não era do shopping parou e ficou um tempo esperando aguém da fila se aventurar. Hesitei por muito tempo e entraram na nossa frente. Ficamos mais uns quinze minutos em pé esperando. Hesitei demais no táxi, de menos no metrô. Tempos errados.

O anel não me foi dado por ninguém especial. Não é como a pulseira azul. Eu não tenho motivos pra ser apegada desse jeito àquele anel. Mas uso ele e mais dois há nove anos e ele é o que eu não tiro nem pra lavar a cabeça. Eu tiro o roxo e o outro de prata antes de entrar no banheiro. O do dedo mindinho, só na hora de passar o condicionador. Porque escorrega e eu fico com medo de perdê-lo ralo abaixo. Não tenho motivo pra tanto apego. Mas fiquei realmente chateada. Como se fosse a gota d’água da semana de merda. Da semana que eu passei inteira dizendo que não aguento mais.

É uma tempestade em copo d’água, sem dúvida. Mas toda vez que perco algo, sinto que perco parte muito grande de mim. E já perdi muitas coisas. Parece um tema recorrente na minha vida. Eu perco as coisas. E essa parte nem é tempestade em copo d’água, é pura análise de fatos. Desde o assalto, há tantos anos (ou talvez antes, naquela outra grande coisa), me vejo com esse estigma. As coisas ficam acontecendo de novo. Eu não superei até hoje nenhuma dessas perdas.

Sinto que nunca vou superar as perdas que sofro. Seja do grande amor, do grande amigo, da borracha verde na segunda série, do anel de prata jogado no chão do vagão das mulheres do metrô. Todas as perdas dóem até hoje. E pesam muito.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009



Climbing up the walls

Durmo mais tarde do que devo, porque fico atualizando todas as abas do Firefox até encontrar alguma coisa, qualquer coisa.

Sentimentos tão ruins essa semana que nem dá vontade de escrever aqui. To muito de saco cheio de tudo. Só dá vontade de ficar deitada na cama no ar-condicionado. E nem é por causa do calor. E nem é por causa de preguiça de fim de período. É saco cheio de tudo. "Podia estar mal, mas está pior e a tendência é se agravar", sabe? To completamente sem forças de existir.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009



Melhor ouvir isso do que ser surdo

Sério, eu prefiro ficar 72 horas trancada num quarto escuro ouvindo a mesma música do Callypso (é assim?) repetidas vezes sem parar do que tolerar A EXISTÊNCIA da Banda Cine. Se um dia o avião deles cair, vão achar até que fui eu, de tanto que me incomoda esse troço aí que teve que incluir banda no próprio nome senão ninguém ia imaginar que é uma.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009



Beautiful disaster

Caramba, dia desses ouvi "Beautiful disaster" da Kelly Clarkson e SOFRI. Lembrei de 2003, 2004, das descobertas recentes... ah. Que bom que passou.

Quarta-feira, Outubro 21, 2009



As far as I'm concerned

"Go ahead and still my heart
To make me cry again
Cause it will never hurt
as much as it did then
When we were both right
And no one had blame
But now I give up
On this endless game"

Terça-feira, Outubro 13, 2009



=/

Sabe quando a pessoa simplesmente NÃO MERECE nada de ruim que possa vir a acontecer na vida dela? Então. Não merece.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009



I really don't

Depois do episódio de Dexter de hoje, minha vontade foi deixar pra sempre no about do Orkut: "I honestly don't give a shit".



The beautiful people, the beautiful people

Eu nunca, nunca, nunca vou me acostumar a ver gente que eu conheço na televisão.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009



I stick a knife in my head

Thinkin' about your eyes.

Terça-feira, Outubro 06, 2009



Por que não gostar de Summer Finn

As pessoas não conseguem parar de falar em 500 dias com ela, um filme bonito, fofinho e bem arrumado (como já disse no Twitter). Assisti ao filme ontem, no Roxy, com a Marina, e saí de lá querendo escrever um post inteiro sobre o ponto em que eu e Marina discordamos e que Kadu bem resumiu no Twitter também: a Summer é uma escrota.

Spoilando tudo, o Tom está evidentemente apaixonado pela Summer, que diz a ele que não quer nada sério. Logo após a cena em que ela diz isso, já encontrei o primeiro momento em que tive vontade de matá-la: ela pega a mão dele. Isso simplesmente não se faz e eu não consigo achar que está tudo bem em agir assim. Se ela sabe que ele está apaixonadérrimo por ela, ela também deve saber que algo simples como andar de mãos dadas vai ter um peso na vida dele muito maior do que na dela. Eu acho errado e sem consideração sair por aí brincando de casinha com gente que não está só brincando.

A contra-argumentação óbvia é: Summer disse desde o início que não queria se envolver. E eu digo: GRANDE COISA. Por mais que ela tenha se preocupado em ser sincera, acho que isso não deixa de ser uma forma de tentar se isentar da culpa, tipo: "Ah, se depois ele ficar magoado, a culpa não é minha, né, afinal, eu falei pra ele que não queria um relacionamento". Besteira. Se você sabe que a pessoa está apaixonada por você, você se afasta, porque qualquer coisa serve pra encorajar e é egoísmo manter tanto contato. E até minha poodle sabe disso. Acho que, pior do que aquela pessoa que te sacaneia, é aquela que ainda te faz achar que ela é legal só porque ela foi sincera ao te sacanear. Pra mim, não passa de uma forma mais cínica de filhadaputice - ainda que sem intenção.

É por isso que eu não achei que o filme é maravilhoso; achei que é um filme de identificação, não arte pela arte. Se você nunca foi o underdog, se você nunca se viu no lugar do Tom ou coisa parecida, você não vai se emocionar e você não vai entender por que a Summer é uma escrota. E, acho que, se você não entende por que a Summer é uma ecrota (ainda que discorde), o filme é uma bobeira.

Enfim, eu já fiz parte do time que acha que a Summer está certa só por ela ter sido honesta com ele, mas no fim do dia, pouco importa quem foi honesto: melhor seria ter dito pra ele que aquilo não ia dar certo porque eles queriam coisas diferentes e nunca tê-lo beijado na xerox. O Tom não teria precisado de 500 dias pra se apaixonar cada vez mais por ela e depois pra sofrer tanto, e o outono teria chegado muito mais cedo.

E tudo isso porque ela identificou uma música - minha preferida - do Smiths. Faça-me o favor.

Domingo, Outubro 04, 2009



Do do do do do do do do

"I miss you
And I wonder how you feel about me too
Do you miss the way we would play
and waste our time away?

Suddenly
We're apart and I can't see you every night
Though we fight
I love you so much
Now I can't feel your touch

O girlfriend
That's the end
And I'm lost without your love
O love

In your arms
I was happy as a little boy could be
Taking pills and mellowing out
Now I just want to shout
For your love
Cause I'm drifting further from you every day
Dropping by your place every night
I used to feel alright

O girlfriend
That's the end
And I'm lost without your love
O love

Filling fantasies every night
When I dream to be alright
O love
O love

O girlfriend
That's the end
And I'm lost without your love
O love

In your arms
I was happy as a little boy could be
Taking pills and mellowing out
Now I just want to shout"

Quinta-feira, Outubro 01, 2009



Watch me forget about missing you

"Seus olhos querem fugir de mim
Mas o mundo é tão pequeno
Fatalmente vai me ver passar"

#frasesqueficamnacabeça

Terça-feira, Setembro 29, 2009



Com o tempo,

tudo se incorpora ao todo.

Não sei bem se a frase é mesmo essa, mas acho que é de O cheiro do ralo.

To meio blé. Tão cansada dessa história. Queria que a tragédia nunca tivesse acontecido. A vida de todo mundo seria mais fácil.

Segunda-feira, Setembro 28, 2009



Get gone

Ai, sério, cara. ME DELETA da lista de e-mails. Não quero receber mais nada, nada, nada de você. Beijosnãomeliganuncamais.

Terça-feira, Setembro 22, 2009



Virtual

Descobri tanta coisa de link em link que, se já não conhecesse, me apaixonava.

Quarta-feira, Setembro 16, 2009



Peguei no blog da Marina:

01. Your 'ex' and you: would've never made it, no matter which "ex" I'm referring to.
02. I am listening to: computer sounds.
03. Maybe I should: finish revising CLAC's midterm.
04. I love: sleeping.
05. My best friends: are very busy people.
06. I don’t understand: anything, anyone, ever.
07. I lost my respect for: anyone who likes Lady Gaga..
08. I last ate: an egg sandwich.
09. The meaning of my display name on msn is: I tend to use a final period in my writings even when they're not necessary, and more than one person told me so.
10. Someday: I'll worry a lot less about money.
11. I will always be: using final periods.
12. Love seems: true.
13. I never ever want to lose: people I love.
14. My myspace is: not existing.
15. I get annoyed when: people insist after I've already said no.
16. Parties: There was a time...
17. Kisses: are adorable. (I couldn't resist stealing this answer)
18. Today I: bought the book I had been dreaming of for a long time.
19. I wish: I had a clue about what I wanna study in that university.



Eu, Michel Melamed, Ted Hughes e os maravilhosos vendedores da Berinjela

Como muitos viram no Twitter, fui à Bienal no primeiro dia. Minha mãe ganhou uns convites que nos fariam entrar de graça e eu vi que o Michel Melamed estaria no Café Literário, então fui. Alguns dias antes, ao contar meu dinheiro reservado para a Bienal e descobrir que ele era muito pouco para a quantidade de livros que eu pretendia comprar, resolvi procurar minha wishlist na Estante Virtual. Estavam todos lá:

- O homem da mão seca (Adélia Prado);
- Cascos e Carícias (Hilda Hilst);
- O lugar escuro (Heloisa Seixas);
- Risíveis amores (Milan Kundera);
- Trópico de Capricórnio (Henry Miller);
- Cartas de aniversário (Ted Hughes).

Só quem não estava lá era o Michel Melamed, como eu esperava, de modo que fui à Bienal naquela quinta-feira decidida a comprar o livro na Objetiva. Seria tudo muito fácil: caso o livro não estivesse lá, eu pediria ao próprio Michel no fim da palestra.

Fui direto ao Café Literário, onde peguei a senha. Ainda faltava uma hora. Vi o Michel Melamed passando, mas fiquei tímida de sair falando com ele sem ir olhar na editora antes. Fui até a editora. Uma mocinha se aproximou:

- Boa noite.
- Boa noite. Eu to procurando um livro do Michel Melamed.
- Quem?
- Michel Melamed.
- Qual o nome do livro?
- Regurgitofagia.
Ela fez cara de "fudeu".
- Ficou mais difícil com o nome do livro, né? - sorri.
- Vem cá. Fala aqui o nome pra ele.
- Regurgitofagia.
O rapaz riu:
- Porra!
Ri.
- Quem é o autor?
- Michel Melamed.
- É francês isso?
- Não, ele é brasileiro. Ele inclusive ta por ali.
- Quem? - perguntou a mocinha.
- O autor.
O rapaz voltou:
- Qual é o nome do livro mesmo?
- Regurgitofagia.
Abriu um bloquinho e começou a procurá-lo em ordem alfabética. Não encontrou. Achei melhor perguntar:
- Mas simplesmente não tem o livro aqui ou ele ta esgotado?
- Não sei, vem cá, que o [insira o nome do fulano aqui] deve saber. Fala o nome aí pra ele.
- Regurgitofagia.
Três, além da mocinha e do rapaz, riram.
- Como é que é?
- Regurgitofagia.
- De quem é isso?
- Michel Melamed.
- Nossa, NUNCA ouvi falar.
Sorri.
- É Re- o que mesmo?
- Regurgitofagia.
- Fala aqui com o [insira nome do fulano que tinha cara de dono do lugar]. Fala pra ele.
- É um livro do Michel Melamed...
- Regurgitofagia...
- Isso!
- Ta esgotado. Acho que o autor ta até pra lançar por outra editora.
- Então, não tem mais como conseguir? De jeito nenhum?
- Olha, o autor ficou com uma tiragem bem grande, então, você deve conseguir falando diretamente com ele.
- Ah, tudo bem, então. Brigada.

E saí em busca de Michel Melamed, de um banheiro e de minha mãe, que a essa altura estava desaparecida. Como não encontrei ninguém, fui pro Café Literário ficar sentada sozinha, anotando no bloquinho as editoras que eu pretendia visitar quando voltasse lá. A palestra começou. Além de Michel Melamed, tínhamos também Santiago Nazarian (de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas por quem muito me interessei) e Cecília Gianetti (a quem não identifiquei de nome, mas depois lembrei já ter lido o início de seu livro na Nobel do Nova América, em um dos atrasos do Gabriel).

Tudo muito bom, eis que acaba a palestra, com Michel Melamed e a mediadora anunciando que o livro dele estava no stand da editora Objetiva. Andei até os dois e disse:
- Não ta, não.
Michel:
- Não?
- Não. Eu tive que falar o nome do livro pra cinco pessoas diferentes e ninguém sabia de nada.
Fez cara de "é, então, não tem nada que eu possa fazer".
Olhei pra super mala feminina dele e perguntei:
- E você não tem com você, não?
- Não... Eu até tenho o livro ainda, a editora me deixou com parte dos livros pra eu poder vender em apresentações, mas como hoje era só um debate, não era uma apresentação, eu não trouxe.
Aos escritores DO MUNDO: sempre ande com um exemplar do seu livro.
- Eu to tentando comprar esse seu livro há MUITO tempo. Mas ele não tem em lugar nenhum e eu nunca consigo ir à nenhuma apresentação, eu fico sem livro.
- Poxa, cara... Desculpa.
- Nunca vi isso. Eu querendo dar dinheiro e não consigo.
- Então, me dá dinheiro!
- Mas você não vai me dar o livro, então fica desigual.
- Desculpa, meu amor.
- Eu supero.
Assim, eu, o amor do Michel Melamed, fui até Cecília Gianetti. Eu estava decidida a sair de lá de dentro com pelo menos um livro.
- Cecília!
- Oi.
- Onde eu consigo comprar o seu livro?
- No stand da Ediouro/Agir.
- Ah ta bom, brigada.
- Brigada, querida.

Como foi a mediadora da palestra quem disse que o livro do Michel estaria no stand da Objetiva, achei que ela podia ser conhecedora de alguma informação obscura que nos tinha escapado. E fui até o stand da Objetiva de novo.
Uma menina se aproximou:
- Oi.
- Oi. Eu vim aqui mais cedo procurando um livro que não tinha, mas agora talvez tenha.
- Qual o nome do livro?
- Regurgitofagia.
- Quê?!
- Regurgitofagia.
A menina pegou o bloquinho.
- Não ta aí, não. Isso eu vi mais cedo.
- Ah, se não ta aqui, então, não tem não.
- É que eu tava no Café Literário agora e o autor disse que tinha aqui pra vender.
Ok, não foi bem isso que aconteceu, mas era muito mais fácil assim.
- Ah, deixa eu ver com o [insira nome do fulano com cara de dono].
Os cinco que tinham me atendido anteriormente riram pra mim.
- É, voltei.
O moço com cara de dono me reconheceu e já fez cara de não.
- É que eu falei com o autor agora e ele disse que tinha aqui.
Ele continuou com cara de não.
- Então, não aconteceu nada de extraordinário nesse meio tempo, né?
- Não, o livro ta esgotado.
- Ta, ta bom, brigada.

Olhei o mapa. Onde ficava a Ediouro/Agir? Exatamente em frente ao Café Literário. Voltei pra lá. Estava com pressa.
- Oi, boa noite. Eu preciso comprar um livro correndo. A autora é Cecília Gianetti.
- É dessa editora mesmo?
Não, eu sou maluca.
- Sim.
Andamos até o computador.
- Qual é nome da autora?
- Cecília... Gê, i... Não, Gê, Gê, Gê. Isso é um jota.
- Ah, desculpa.
E apagou todo o nome.
- Vou escrever Cecília sem acento.
Sorri.
- Gê, i, a, ene, é, tê, tê, i.
Nada foi encontrado.
- Ué. Eu acabei de falar com ela e ela disse que tinha o livro aqui.
- Ela quem?
- A autora, ela ta ali.
- Ah. Qual o nome do livro?
- Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi.
- Nome interessante, né?
Sorri.
Nada foi encontrado. Voltei pra casa sem nenhum livro na mão, mas decidida a voltar à Bienal no domingo pra ver a Heloisa Seixas no Mulher e Ponto. Eu aproveitaria pra comprar o livro da Cecília Gianetti. O Michel? Ficou pra outra oportunidade.

Enquanto isso, os livros da Estante Virtual. Desisti de comprar o da Hilda Hilst, já que ele é fácil de encontrar novo, por um preço semelhante. O vendedor do Milan Kundera desistiu de mim e eu resolvi não correr atrás. O vendedor do Ted Hughes (o mais importante, fora de catálogo, bilíngue, carésimo) disse que estava com problemas no e-mail. Fiquei com medo de pagar e depois não receber.

No domingo, antes de ir para a Bienal, eu e Gabriel paramos no Banco do Brasil. Pagamos o Henry Miller, a Heloisa Seixas e a Adélia Prado. Nós chegaríamos à Bienal às 16h, pegaríamos a senha pra palestra das 17h e iríamos olhar os stands nessa hora vaga. Eu iria até a Record perguntar pelo Ted Hughes. Na última Bienal, cheguei tarde demais: eles só tinham levado um livro e ele já tinha sido vendido (por 60 reais). Quem sabe dessa vez eu chegava a tempo?

Chegando ao Rio Centro, vimos um fila enorme e absurda de carros. Conseguimos furar a fila de carros, mas, pra entrar no estacionamento em si, também havia uma fila medonha. À direita, estacionamento normal de 12 reais; à esquerda, estacionamento com manobrista de 20 reais. 15:50h. Resolvemos pagar a mais para que eu não perdesse a Heloisa Seixas. Assim que chegamos à bilheteria, levamos um susto com a QUANTIDADE de gente que estava lá. Fila maior que a do Radiohead. Depois soube que a Meg Cabot estava lá, Talita Rebouças também... Depois de darmos voltas e voltas tentando encontrar o final da fila, decidimos jogar nossos 20 reais no lixo: fomos embora. Não tinha condições.

Mas tudo bem: na quarta-feira, 16, iríamos de graça com a escola. Tudo combinado. Aí, segunda de manhã, Gabriel me fala:
- Acho que não vou com você à Bienal na quarta, não. Senão, não vou poder dar aula pro pai do Ricardo.
Fiquei puta, porque eu não queria ir sozinha se eu só pretendia comprar dois livros e teria hora pra ir e voltar. E ainda teria que sair mais cedo da aula de português. Decidi não ir, mas não falei nada. Achei melhor procurar o Ted Hughes na Estante Virtual outra vez e, caso não o encontrasse, pedir à minha mãe que perguntasse por ele no stand da Record. A Cecília Gianetti? Ficou pra outra oportunidade.

Terça-feira, Gabriel me liga e fala que desmarcou a aula e que vai comigo à Bienal. Àquela altura, nem eu queria mais ir. Mas isso me lembrou de procurar o Ted Hughes de novo, coisa que eu tinha me esquecido de fazer. E lá estava, edição bilíngue, por 17,50 dinheiros... na BERINJELA! Peguei o telefone na hora.

- Livraria, boa tarde.
- Boa tarde. Eu tava procurando um livro na Estante Virtual e vi que vocês têm aí, então, como eu moro no Rio, queria saber se tem como separar pra mim e eu vou aí amanhã comprar.
- Tem, claro. Qual o nome do livro?
- É Cartas de aniversário, do Ted Hughes.
- Ted Hughes.
Assim. Nem precisei soletrar.
- To com ele nas minhas mãos aqui.
- Então, pode separar, que amanhã eu vou aí.
- Qual o seu nome?
- Laura.
- Tudo bem, Laura, ta separado aqui.
- Brigada, boa tarde.
- Boa tarde.

E foi assim que não fui à Bienal hoje.

Cheguei à Berinjela, pensando: "Será que o vendedor incrível, sensacional, lindão, que me atendeu da última vez vai estar lá?". Sério. O cara era tão bonito e meu tipo que eu até comprei presente pro Gabriel.

Entrei. Um magrelo alto de camisa cinza (completamente meu tipo se eu fosse solteira) me olhou com cara de expectativa.
- Boa tarde.
- Boa tarde.
- Eu falei com alguém por telefone ontem... - ele sorri - e pedi pra separar um livro pra mim...?
- Qual o livro?
- Cartas de aniversário, Ted Hughes.
- Foi comigo mesmo. Ta aqui seu livro. Laura.
Paguei, recebi troco, saquinho e fui olhar a loja. Não resisti:
- Por que que ele ta tão barato? Ninguém sabia que esse livro custa 60 reais?
- Não, a gente sabia, claro. A gente pesquisa, vê quanto é o livro novo... mas como aqui a gente trabalha com livro usado, a gente tenta sempre vender a partir da metade do preço, mesmo que esteja em bom estado.

Não entendi nada. Não entra na minha cabeça como um livro NOVO (porque ele está NOVO) passa de 60 reais pra 17,50. Mas fico feliz.
Agradeci ao simpático vendedor e vim-me embora.

Saldo da Bienal sem Bienal: todos os livros que eu queria +1 -1. Michel Melamed fica pra próxima oportunidade e Cecília Gianetti fica pra próxima espera no Nova América.

Terça-feira, Setembro 08, 2009



Sayonara

"Então, eu não vou nem tentar
fazer essa ginástica
diária de loucura"

Assinado Jonas Sá.

Segunda-feira, Setembro 07, 2009



Gases

Ontem foi um dia grande.

Depois de hoooooras fazendo o risoto perfeito (e ficou mesmo perfeito, o melhor de todos), começamos a almoçar. Ao começar meu segundo prato, senti uma dor horrorosa num ponto específico da barriga. Tudo que eu sabia era que não era rim. Doía MAIS que crise renal. Deitei pra tentar passar e doía. Eu precisava ficar curvada.

Fui ao hospital. A médica disse pra eu fazer um ultrasson pra descartar pancreatite, mas que ela achava que era só gases. GASES. Daí que o ultrasson deu super normal e eu já tinha tomado injção de Buscopan e a dor NÃO PARAVA. Me deram Tramal, que depois descobri ser um analgésico à base de morfina. A dor não parou e, por isso, a médica acrescentou um analgésico à minha receita. Até aí tudo bem. A dor não estava mais de matar. Só não parava. Vim pra casa.

Chegando em casa, a dor passou. Completamente. Comi pipoca. E começamos a ver State of Play, eu, Gabriel e minha mãe. Aí eu fiquei com vontade de vomitar. Danou-se. Todo o meu risoto privada abaixo. Nunca tinha vomitado tanto. Um nojo. E fiquei bem. Voltei pro filme. Vinte minutos depois... opa, enjôo. Volta pro banheiro. Vômito de novo. Então, na OITAVA vez que vomitei (e, a essa altura, eu já vomitava o nada), fui pra clínica ali da esquina pedir Dramin ou algo do tipo. Isso já mais de dez da noite.

Na clínica, o médico receitou uma injeção de Plasil (que doeu PACARALEO e quem me conhece sabe que eu não sou fresca com dor) e disse que o vômito era efeito colateral do Tramal. Mais tarde, minha mãe pesquisou e viu que 10% dos pacientes que tomam Tramal reagem da exata mesma forma que reagi. Os vômitos, o enjôo, o mal-estar, a cabeça pesando, a tonteira, a dormência no ombros... eu crente que era porque eu tava ruim. Mas não. Foi tudo por causa do remédio à base de morfina, que nem curou minha dor na hora.

E tudo isso por causa de GASES.

Quinta-feira, Setembro 03, 2009



Plutão na casa 1

Eu adoro gente que fala coisas como: "É que eu to com Plutão na casa 1, sabe? Não to podendo me estressar". Como se fosse algo de conhecimento geral.